Temos o racionalismo como corrente filosófica, que iniciou com a
definição do raciocínio, que é a operação mental, discursiva e lógica, e
o usa como uma ou mais proposições para extrair conclusões de verdade,
falsa ou provável. O racionalismo nos dá a ideia de que o conhecimento
sensível é enganador e a razão é a única fonte de conhecimento válido,
pelo menos para Platão (que na antiguidade, deu inicio ao pensamento
racionalista) e para Descartes (considerado o pai da modernidade), que
acreditam que há ideias inatas. Já o empirismo afirma que os
conhecimentos provem exclusivamente da experiência e assim vai
desvalorizar a razão. O empirismo diz que o homem quando nasce está
vazio de conhecimento, que não conhece nada. O empirismo nega as ideias
inatas. O princípio do empirismo são as impressões. Seguidamente
juntamos todas as impressões e formamos uma impressão complexa.
Este usa uma ou mais proposições para extrair
conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Essa era
a ideia central comum ao conjunto de doutrinas conhecidas como racionalismo.
O racionalismo é uma doutrina que surgiu na era de 1300 antes de Cristo. Os
filósofos racionalistas utilizaram a matemática como instrumento da razão para
explicar a realidade. Ele é a corrente central no pensamento liberal que
tem por objetivo estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins.
Esses fins são postulados em nome do interesse coletivo, que é a base do
liberalismo e que se torna também a base do racionalismo.
O empirismo revelou-se na filosofia grega
sob a forma sensualista, elegendo como seus representantes Heráclito, Protágoras e Epicuro. Na Idade Média
seu mais significativo adepto foi Guilherme de Occam, que se manifestou então por meio do
nominalismo, cuja tese central é a não existência de conceitos abstratos e
universais, mas apenas de termos ou nomes cujo sentido seria o de designar
indivíduos revelados pela experiência.
O Empirismo é uma doutrina que reconhece a experiência como a única
fonte válida de conhecimento, em oposição à crença racionalista, que se
fundamenta em grande parte na razão. Com o empirismo surgiu uma nova e transcedental etapa na história da
filosofia, tornando possível o aparecimento da moderna metodologia científica.
Ele apresenta várias ramificações, mas mesmo assim é possível caracterizá-lo a
partir de seis afirmações báscas que são: Não há ideias inatas, e nem conceitos
abstratos;O conhecimetno se reduz a impressões sensíveis e a idéias definidas
como cópias enfraquecidas das impressões sensoriais; As qualidades
sensíveis são subjetivas;As relações entre as ideias reduzem-se as associações;Os
primeiros princípios, e em particular o da causalidade, reduzem-se associações de ideias convertidas e generalizadas sob forma
de associações habituais; O conhecimento é limitado aos fenômenos e toda a
metafísica, conceituada em seus termos convencionais, é impossivel.”
Já o Criticismo kantiano surge no século
XVIII, na confluência do racionalismo, do empirismo e da ciência
física-matemática. Seu percurso histórico está marcado pelo governo de Frederico II, a independência
americana e a Revolução Francesa. O ponto de partida do
Kantismo é o problema do conhecimento, e a ciência, tal como existe.
A
ciência se arranja de juízos que podem ser analítico e sintéticos. Os juízos analíticos são fundados no
princípio de identidade, o predicado aponta um atributo contido no sujeito.
Tais juízos independem da experiência, são universais e necessários. Os
sintéticos, a posteriori, resultam da experiência e sobrepõem ao sujeito no
predicado, um atributo que nele não se acha previamente contido sendo, por isso, privados e incertos.